A Vida Plena nas Aflições - Fonte:BLOG NA SENDA DA CRUZ - Lição 14 - 3º. Tri. 2012 - EBD CPAD - 30.09.12 - Com Nova Proposta de Apresentação para o 4.Tri-2012


 Texto da Lição: Filipenses 4.10-13DE: Pr. JOÃO BARBOSA DA SILVA
                           
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Descrever as aflições da vida do apóstolo Paulo.
  2. Explicar como se contentar em Cristo apesar das necessidades.
  3. Saber que precisamos amadurecer pela suficiência de Cristo, o nosso Senhor.
 II – TEXTO ÁUREO:
“Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Filipenses 4.12,13).

III – VERDADE PRÁTICA: As tribulações levam-nos a amadurecer em Cristo, capacitando-nos a desfrutar de uma vida espiritual plena.

IV – PALAVRA CHAVE: Aflição
O vocábulo aflição expressa um sentimento de agonia e sofrimento intenso; preocupação ou desasossego por alguma causa ou coisa que vá afetar a nossa vida direta, ou indiretamente.

 .Aflição é ainda a sensação de que algo “não está certo”, ou de que alguma coisa errada ou traumática possa acontecer.

V  – COMENTÁRIO DA LIÇÃO:
                                               Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 OBJETIVO-1: Descrever as aflições da vida do apóstolo Paulo.
Depois de Jesus, uma das pessoas mais experimentada no sofrimento por amor a Deus foi o apóstolo Paulo. Ao longo do Novo Testamento, Paulo conhecido como o apóstolo dos gentios é provado de várias formas.

O homem que perseguia os cristãos se torna perseguido; aquele que os afligia, é afligido; o que consentia na morte dos outros, tem a sua consentida. Por isso o Senhor disse para Paulo que duro seria “recalcitrar contra os aguilhões” (At 9.5).

Em sua segunda carta aos Corintos o apóstolo Paulo faz um relato dos seus sofrimentos por amor do evangelho, àqueles que o criticavam  – “São ministros de Cristo? (Falo como fora de mim). Eu ainda mais: em trabalhos, muito mais; em açoite, mais do que eles; em prisões, muito mais; em perigo de morte, muitas vezes.

Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos um;
três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia passei no abismo. (Segundo Champlin, em um desse três naufrágios mencionados por Paulo, a situação foi seríssima.

Paulo ficou a boiar à superfície do mar, agarrado a algum destroço do navio. Ele passou uma noite e um dia na “voragem do mar”, isto é, longe da praia, em alto mar. Aquela lembrança sobrevivia na mente de Paulo como pesadelo. Paulo não se referia a uma experiência como a de Jonas “sob a água”, conforme a palavra grega aqui usada também poderia significar, mas antes, esteve em alto mar).

Em viagens, muitas vezes; em perigos de rios; em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos;

em trabalhos e fadiga, em vigílias, muitas vezes, em fome e sede, em jejum, muitas vezes, em frio e nudez. Além das coisas exteriores, me oprime cada dia o cuidado de todas as igrejas.

Quem enfraquece que eu também não enfraqueça? Quem se escandaliza, que eu não me abrase? Se convém gloriar-me, gloriar-me-ei no que diz respeito à minha fraqueza.

O Deus eterno e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que é eternamente bendito, sabe que não minto. Em Damasco, o que governava sob o rei Aretas pôs guardas ás portas da cidade dos damascenos, para me prenderem, e fui descido num cesto por uma janela de muralha; e assim escapei das suas mãos” (2 Co 11.23-33).

Apesar da superação em todas estas aflições o apóstolo declara: “Mas longe de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim, e eu, para o mundo”(Gl 6.14).

O Espírito Santo, através das palavras de Paulo, revela-nos a angústia e o sofrimento de uma pessoa totalmente dedicada a Cristo, á sua Palavra e à causa e em prol da qual Ele morreu.

Paulo comungava com os sentimentos de Deus e vivia em sintonia com o coração e os sofrimentos de Cristo. Seguem-se vinte formas da participação de Paulo nos sofrimentos de Cristo. O apóstolo fala em:
01. Muitas tribulações enfrentando ao servir a Deus (At 14.22).

02. Sua aflição no Espírito, por causa do pecado dominante na sociedade (At 17.16).

03. Servir ao Senhor com lágrimas (2 Co 2.4).

04. Advertir a igreja “noite e dia com lágrimas”, durante um período de três anos, por causa da perdição das almas, pela distorção do evangelho por falsos mestres, contrário à fé bíblica apostólica (At 20.31).

05. Sua grande tristeza ao separar-se dos crentes amados (At 20.17-38), e seu pesar diante da tristeza deles (At 21.13).

06. A “grande tristeza e contínua dor” no seu coração, por causa da recusa dos seus “patrícios” em aceitarem o evangelho de Cristo (Rm 9.2,3; 10.1).

07. As muitas aflições e provações que lhe advieram por causa do seu trabalho para Cristo (2Co 4.8-12; 11.23-29; 1Co 4.11-13).

08. Seu pesar e angústia de Espírito, por causa do pecado tolerado dentro da igreja (2 Co 2.1-3; 12.21; 1Co 5.1,2; 6.8-10).

09. Sua “muita tribulação e angústia do coração”, ao escrever aqueles que abandonavam a Cristo e ao evangelho verdadeiro (2Co 2.4).

10. Seus gemidos, por causa do desejo de estar com Cristo e livre do pecado e das preocupações deste mundo (2Co 5.1-4).

11. Suas tribulações “por fora e por dentro”, por causa de seu compromisso com a pureza moral e doutrinária da igreja (2 Co 7.5; 11.3,4).

12. O “cuidado” que o oprimia cada dia, por causa do seu zelo por “todas as igrejas” (2 Co 11.28).

13. O desgosto consumidor que sentia quando um cristão passava a viver em pecado (2 Co 11.29).

14. O desgosto de proferir um “anátema” sobre aqueles que pregavam outro evangelho, diferente daquele revelado no Novo Testamento (Gl 1.6-9).

15. Suas “dores de parto” para restaurar os que caiam da graça (Gl 4.19; 5.4).

16. Seu choro por causa dos inimigos da cruz de Cristo (Fp 3.18).

17 Sua “aflição e necessidade”, pensando naqueles que podiam decair da fé (1Ts 3.5-8).

18. Suas perseguições por causa da sua paixão pela justiça e pela piedade (2Tm 3.12).

19. Sua lastimável condição ao ser abandonado pelos crentes da Ásia (2Tm 3.15).

20. Seu apelo angustiado a Timóteo para que este guarde fielmente a fé genuína, ante a apostasia vindoura (1Tm 4.1; 6.20; 2Tm 1.14).

OBJETIVO-2: Explicar como se contentar em Cristo apesar das necessidades.

Apesar dos sofrimentos e necessidades o apóstolo Paulo declarou que mesmo diante de tais situações, sabia como se contentar em Cristo, dizia ele: “Sei estar abatido e sei também ter abundância; em toda a maneira e em todas as coisas, estou instruído, tanto a ter fartura como a ter fome, tanto a ter abundância como a padecer necessidade. Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.12,13).

Dessa forma, o  apóstolo Paulo nos mostra que apesar das angústias e aflições da vida presente é possível ao servo de Deus viver uma vida plena em Cristo com o coração e mentes firmados em Cristo e Ele nos conduzirá ao deleite de suas promessas (Is 40.28).

Quando colocamos diante de Deus, em oração, as nossas inquietações, sua paz ficará como guarda à porta de nosso coração e de nossa mente, para impedir que os cuidados e angústias perturbem-nos a vida e a esperança em Cristo (1Pe 5.7).

O crente deve fixar sua mente nas coisas verdadeiras, puras, justas e santas, pois esta é uma condição prévia para experimentarmos a paz de Deus e o livramento da ansiedade.

O segredo do contentamento, da satisfação, é reconhecermos que Deus nos concede, em cada circunstância tudo quanto necessitamos para uma vida vitoriosa em Cristo (2Co 2.14).

Nossa capacidade de viver vitoriosamente acima das situações instáveis da vida provém do poder de Cristo que flui em nós e através de nós, no entanto, isso não ocorre naturalmente; precisamos aprender a viver na dependência de Cristo. 

O apóstolo Paulo declarou: “Posso todas as coisas naquele que me fortalece” (Fp 4.13). Deus nos fortalece para fazermos todas as coisas que ele quer que façamos.

Recebemos misericórdia e graça em tempos de necessidade (Hb 4.16), e podemos estar certos de que todas as coisas que Deus permite que nos aconteçam concorrerão para o nosso bem (Rm 8.28).

Em Cristo achamos graça suficiente para que mesmo não tendo as necessidades satisfeitas, o nosso coração goze de tranquilidade e paz. 

As aflições deste tempo presente, todos os sofrimentos da vida cotidiana: enfermidades, dores, calamidade, decepções, pobreza, maus-tratos, tristezas, perseguições, e todos os tipos de aflição devem ser considerados insignificantes ante a bênção, os privilégios e a glória que serão concedidas ao crente fiel na era vindoura (2Co 4.17).

OBJETIVO-3: Saber que precisamos amadurecer pela suficiência de Cristo, o nosso Senhor.

Como Paulo, devemos regozijar-nos no Senhor em meio às aflições e aos sofrimentos da vida. Isso é ser maduro e livre da opressão da necessidade. Embora sejamos assolados por tudo isto, ainda assim esperemos em Deus e alegremo-nos nele que é a nossa esperança (Sl 11.1).

É possível viver uma vida plena a despeito das aflições porque as riquezas que termos em Cristo superam, em muito, qualquer frustração, dor ou angústia que possa nos atingir neste mundo. Não estamos sendo irrealistas quanto às feridas provocadas pelos sofrimentos da vida e nem tão pouco minimizando a capacidade que as enfermidades e dificuldades têm de nos abater não somente o corpo, mas também o próprio “Ser”.

Mas estamos ressaltando o poder muito maior que Cristo tem de erguer, sustentar, prover e fortalecer a alma abatida em meio aos momentos de dor. Como declara Paulo: “Segundo a riqueza da sua glória”, Deus nos concede que sejamos “fortalecidos com poder, mediante o seu Espírito no homem interior (Ef 3.16, ARA).

CONCLUSÃO:
No mundo tereis aflições. Essa é uma predição de Jesus, que envolve não somente o círculo original de seus discípulos, mas todos os seguidores de Cristo e em todas as gerações posteriores (Jo 16.33).

De fato, todos temos experimentado tais aflições e perseguições externas, paralelamente a temores íntimos. Isso se verificou sobretudo durante os trezentos primeiros anos da história da igreja cristã, inicialmente nas mãos dos judeus, que os consideravam blasfemos.

E, em seguida, às mãos dos romanos, que os reputavam desleais ao estado, porque não queriam adorar ao imperador, que supostamente seria controlado por alguma divindade especial, com a finalidade proteger o estado, ou porque não queriam servir aos deuses pagãos, aprovados pelas autoridades civis.

Por essa razão os cristãos eram mau vistos aos olhos dos homens do mundo, o que trazia o desfavor dos deuses contra o estado, que tolerava a existência de tais traidores.

Razões abundantes havia para os crentes se sentirem plenamente encorajados, visto que o mundo jamais poderá realmente derrotar um verdadeiro crente em Cristo.
Jesus venceu o mundo e nós devemos ter bom ânimo. É perfeitamente possível ter uma vida plena nas aflições, pois temos a promessa do Senhor Jesus Cristo de que também seremos vencedores e livres da opressão da necessidade.
O amadurecimento adquirido através da suficiência de Cristo nos conduz ao desfrute de uma vida espiritual plena e nos proporciona contentamento em qualquer situação crítica do nosso estar no mundo, e como o apóstolo Paulo falou aos filipenses, podemos também dizer ousadamente “Posso todas as coisas naquele que me fortalece”.
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 3º. Trimestre 2012 – (Comentarista: Eliezer de Lira e Silva).

COELHO, Alexandre e DANIEL, Silas. Vencendo as Aflições da Vida. CPAD – Rio de Janeiro, 2012.

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

CHAMPLIN. R. N. O ANTIGO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. O NOVO TESTAMENTO INTERPRETADO VERSÍCULO POR VERSÍCULO. Editora Hagnos.

DAVIS, John. Novo Dicionário da Bíblia – Ampliado e Atualizado. Editora Hagnos.
SWINDOLL. Charles L. Série heróis da Fé – Paulo um homem de coragem e graça. Edit. Mundo Cristão. 10ª. reimpressão, São Paulo, 2012.

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