A Vinha de Nabote - Lição 07 - 1º. Tri. 2013 - EBD CPAD – 17.02.13

do NA SENDA DA CRUZ 
Esboço: Escrito por Pr. João Barbosa da Silva
            http://nasendadacruz.blogspot.com
 Texto da Lição: 1 Reis 21.1-5; 15,16
                          
I   -  OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM:
  1. Identificar o objeto da cobiça de Acabe.
  2. Citar as causas da cobiça.
  3. Conscientizar-se dos frutos e consequências da cobiça.

II  - INTRODUÇÃO: A cobiça é uma consequência da visão de mundo que o ser humano possui. O mundo em que vivemos é um mundo materialista (estilo de vida pautado nas coisas materiais), hedonista (ética pautada na busca intensa do prazer inteiramente pessoal) e pragmatista (estilo de vida que objetiva o lucro pessoal). Todavia o evangelho demanda de cada um de nós um estilo rigorosamente contrário ao mundano.

Acabe não se contentou com o que tinha, que não era pouco. Ele tinha “apenas” o governo da nação de Israel, o reino do  norte, à sua disposição. Poderia comprar ou possuir qualquer terra em Israel, mas tomado pela cobiça do seu coração, cegou pela vinha de Nabote, chegando ao extremo de rendido aos desejos da cobiça e apoiado na impiedade de sua maligna esposa Jezabel que administrou a morte de Nabote, afim de prover Acabe de condições favoráveis a possuí-la.

 III – DESENVOLVIMENTO

  1. O OBJETO DA COBIÇA:
 1. 1 – O direito à propriedade no antigo Israel – Deus disse aos israelitas que eles não eram os verdadeiros donos da terra; pois ela lhe pertencia; eles eram simplesmente administradores da terra (Lv 25.23).

Dessa forma o direito à terra era apenas uma concessão de usufruto que conforme Números 36.7-9, a herança dos filhos de Israel não passaria de tribo em tribo devendo os filhos de Israel segundo ordem de Deus, se chegarem cada um à herança da tribo de seus pais.

A ordem era que qualquer filha que herdasse alguma herança dos filhos das tribos de Israel se casaria com alguém da geração da tribo de seu pai; para que os filhos de Israel possuam cada um a herança de seus pais. Assim a herança não passará de uma tribo a outra; pois as tribos dos filhos de Israel se chegarão cada um à sua herança.

Como Nabote era temente a Deus, ele tinha esses princípios em mente e não queria vender, nem tampouco arrendar a sua vinha que era uma dádiva de Deus para a família, além disso, ele não estava passando por nenhuma necessidade.  – uma brecha concedida na lei de arrendamento temporário, àqueles que eventualmente fossem acometidos de uma necessidade; sendo conveniente, deixar bem claro que no ano do Jubileu essas terras deveriam ser devolvidas para seu dono original (Lv 25.25-27).

1. 2 – A herança de Nabote – A vinha de Nabote ficava muito próxima ao palácio do rei Acabe em Jezreel. Para tornar o seu palácio mais belo e atraente, bem como tornar-lhe suprido de frutas e verduras frescas além de arvoredos que tornaria o ambiente de sua propriedade mais agradável, Acabe cobiçou aquele maravilhoso empreendimento – a vinha de Nabote, um homem simples que temia a Deus, para transformá-la numa horta.

O rei Acabe tentou adquirir as terras de Nabote, ou a dinheiro ou em troca de um vinhedo melhor. Mas Nabote recusou-se a negociar, sob a alegação de que aquelas terras faziam parte da herança da sua família.

Ora, a lei mosaica protegia as heranças (Lv 25.23-28; Nm 36.7-9). Naturalmente, devemos pensar que um rei não teria achado dificuldade para garantir uma herança de família para Nabote, em algum outro lugar, e que talvez até Nabote saísse ganhando nas negociações.

No entanto, Nabote parece ter temido a sinceridade de Acabe, e simplesmente não quis estabelecer negociações. Embora com relutância, Acabe já se dispunha a aceitar a decisão de Nabote; entretanto, Jezabel, a pagã rainha esposa de Acabe, não concordou com isso e partiu para seus intentos maléficos afim de realizar os propósitos do seu coração bem como do rei Acabe.

  1. AS CAUSAS DA COBIÇA:
 2. 1 – A casa de campo de Acabe – Era uma segunda residência de Acabe em Jezreel – uma casa de verão que ficava entre o monte Carmelo e Samaria (1Re 18.45,46).

Desse modo, possuía Acabe um palácio – a casa real, e uma casa de campo; mas não estava satisfeito e foi engodado a cobiçar a pequena vinha do simples Nabote, indo até as consequências finais por não resistir e dar um basta ao seu pecado, bem como a impiedade de sua esposa – rainha Jezabel.

2. 2 – A horta de Acabe – Possuído pela cobiça Acabe não mais se contentava com a casa real e a casa de campo que certamente era um lugar belo e confortável. Totalmente dominado pelos desejos cobiçosos do seu coração, não se importava de quebrar o mandamento divino “Não cobiçarás” (Ex 20.17).

Seu palácio era um lugar suntuoso, mas parecia melhor ainda se contasse com um jardim adjacente. A dificuldade porém, foi que Nabote era o proprietário das terras vizinhas ao palácio e isso impedia a aventura estética de Acabe.

Kimch informa-nos que era costumeiro às pessoas mais ricas ocupar-se de pequenos projetos agrícolas, próximo de suas casas, a fim de embelezá-las além de dar-lhes um suprimento de verduras frescas. A oferta de Acabe para Nabote foi “cortês e liberal”, mas era contrária à herança dos hebreus.

  1. O FRUTO DA COBIÇA:
 3.1 – Falso testemunho  – Ao ver seu marido sob forte estresse e pressão, Jezabel teve a ousadia de assumir o controle da situação e age sozinha. Jezabel, porque era ímpia, vivia sua vida na carnalidade da satisfação de seus próprios desejos, não possuía qualidades de pedir a Deus que atuasse no coração de seu marido nem foi capaz de avaliar sabiamente a situação.

“Eu cuido disso para você, meu marido – apenas saia da frente, conjecturou Jezabel”. Ela não tinha autoridade para escrever cartas em nome do rei. Mas este não foi o seu maior crime. Ao escrever aquelas cartas, ela coloca em ação um plano para matar Nabote.

“Então escreveu cartas em nome de Acabe, selou-as com o sinete dele e as enviou aos anciãos e aos nobres que havia na sua cidade e habitavam com Nabote. E escreveu nas cartas dizendo:
Apregoai um jejum e trazei Nabote para a frente do povo. Fazei sentar defronte dele dois homens malignos, que testemunhem contra ele, dizendo: Blasfemaste contra Deus e contra o rei. Depois levai-o para fora e apedrejai-o, para que morra” (1Re 21.8-10).

 3.2 – Assassinato e apropriação indevida  – O plano ardiloso de Jezabel foi cumprido sem o mínimo embaraço. Para que não houvesse dificuldades futuras com a herança de Nabote, seus filhos também foram apedrejados e mortos ((2Re 9.26).

Resolvido o problema, agora o rei apoderar-se-ia da vinha de Nabote – “E sucedeu que, ouvindo Acabe que já Nabote era morto, Acabe se levantou, para descer para a vinha de Nabote, o jezreelita, para a possuir (1Re 21.16).

  1. AS CONSEQUÊNCIAS DA COBIÇA:
4. 1 – Julgamento divino – Tão logo Acabe apossou-se da vinha de Nabote, ordena Deus ao profeta Elias que se apresentasse ao rei e lhe proclamasse o juízo divino: “Falar-lhe-ás dizendo: Assim diz o Senhor: 

Porventura, não mataste e tomaste a herança? Falar-lhe-ás mais, dizendo: Assim diz o Senhor: No lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabote, os cães lamberão o teu sangue, o teu mesmo” (1Re 21.19,20).

Essa profecia se cumpriu quando Acabe foi morto na batalha e os cães lamberam o seu sangue, ao ser lavado o seu carro, no qual ele morreu (1Re 22.25,38). Os filhos de Acabe também morreram de modo violento (2Re 1.2,17; 9.22-26), e a esposa de Acabe, Jezabel, também teve uma morte violenta (2Re 9.30-37).

4. 2 – Arrependimento e morte – Logo após Acabe receber a profecia sentenciando sua morte “... rasgou as suas vestes e cobriu a sua carne de pano de saco, e jejuou; e dormia em cima de sacos e andava mansamente. Então, veio a palavra do Senhor a Elias, o tisbita, dizendo:

“Não viste que Acabe se humilha perante mim, não trarei esse mal nos seus dias, mas nos dias de seus filhos, trarei este mal sobre a sua casa” (1Re 21.27-29). Acabe arrependeu-se, mas mesmo assim não teve como se livrar das consequências de suas ações (1Re 22.29-40; 2Re 1.1-17). O pecado sempre tem seu alto custo.

 IV – CONCLUSÃO

A paciência de Deus tem limites – Deus, em sua grandiosa paciência e misericórdia, espera que ouçamos sua voz e lhe obedeçamos. Por intermédio da história do rei Acabe, podemos estar certos de que o pecado não compensa.

Acabe fracassou porque esqueceu-se da palavra de Deus. A cobiça é uma forma de auto-adoração que expulsa Deus de nossas vidas. Devemos em primeiro lugar medir nossas intenções pela Palavra de Deus e em seguida levarmos a efeito os nossos desejos. Nossas ações devem glorificar a Deus em vez de satisfazer nosso próprio ego.

 O principal objetivo da vida do crente é agradar a Deus e promover a sua glória. Sendo assim, aquilo que não pode ser feito para a glória de Deus, e em sua honra e ações de graças como nosso Senhor, Criador e Redentor não deve ser feito de modo nenhum. 

Viver para Deus deve ser uma norma fundamental em nossa vida, o alvo da nossa conduta, e teste das nossas ações.

O apóstolo Paulo assim escreveu aos corintos: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1Co 10.31).
Consultas:
Lições Bíblicas EBD-CPAD - 1º. Trimestre 2013 – (Comentarista: José Gonçalves).

Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD

GONÇALVES, Josué. Porção Dobrada (Uma análise bíblica, teológica e devocional sobre os ministérios proféticos de Elias e Eliseu). Rio de Janeiro 2012. 1ª. Edição. CPAD

SWINDOLL, Charles R. Elias – Um homem de heroísmo e humildade. São Paulo, 2001.  10ª. reimpressão 2012. Editora Mundo Cristão

WISEMAN, Donald J. 1 e 2Reis – Introdução e Comentário. Inglaterra, 1993. Brasil, 2006. Série Cultura Bíblica – Editora Vida Nova.

CHAMPLIN. R. N. O Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

CHAMPLIN. R. N. Dicionário do Antigo Testamento Interpretado Versículo por Versículo.. Editora Hagnos.

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